
Samara, 19 anos, nasceu numa noite de quinta-feira,
quase sexta. O dia era 14 de março de 1985. Tem mania de ligar tudo à
data do seu nascimento. Também tem mania de roer unha e de ficar
andando enquanto fala ao telefone. Mora em Fortaleza/CE. Sabe que é
estudante de comunicação social (publicidade), mas não sabe o que quer
fazer da vida. Gosta de ler: livros, revistas, blogs, papeis avulsos,
jornal, bula de remédio, manual de instrução e pensamentos. Nem sempre
gosta de ler obrigada, aliás, não gosta de fazer nada obrigada. Também
gosta de escrever, embora seja medíocre nisso. Diz não acreditar em
horóscopo, mas ocasionalmente o ler e, se acha a típica pessoa de
peixes. Quer plantar uma árvore, escrever um livro e principalmente ter
um filho. Acredita na família, não propriamente na sua. Acredita em
Deus, não em religião e questiona a instituição igreja (nesse ponto ela
pode parecer muito contraditória). Na música gosta de ouvir e estar
informada. MPB e Rock, acústicos e valvulados em bom som (não
necessariamente alto). Pra ela Chico Buarque é o mestre. Tem admiração
crônica pelos Titãs. É defensora do cinema e da música nacional, é fã
do Selton Mello e de comédias bem boladas. O único filme que a fez
chorar foi: Meu Primeiro Amor. Foi apaixonada pelo Macauly Culkin.
Apaixona-se e se desapaixonada dolorosamente com freqüência. Pelo menos
ela acha que desapaixona, embora isso seja muitas vezes uma doce ilusão
temporária. Mesmo assim teima em acreditar no amor. Teima ainda mais em
acreditar nas pessoas. Boba! Gosta de conhecer bem as pessoas que fazem
parte da sua vida e se preocupa com elas. Passa a imagem de calma, mas
não queira a ver com raiva...ela chora! Ansiedade poderia ser seu
sobrenome. Escuta mais do que fala, e às vezes fala demais. É tímida,
mas vai perdendo a timidez na medida que adquire intimidade com a
pessoa. Mesmo assim duas pessoas já são uma platéia enorme pra ela, uma
única então, pode ser o fim. Apesar de tudo ama o Brasil e não deseja
morar em outro país. Sofre de uma certa perca de memória recente e mais
ainda de antiga. Esquece nomes, mas não compromissos. Se existe uma
coisa que odeia é esperar. Sempre quis falar de si em terceira pessoa
e, acha que conseguiu. Ah, já falei como ela é iludida? E escreve
demais! UFA!
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Terça-feira, Março 15, 2005
O ano começa hoje para mim. Ano novo, mesma vida, mas vou tentar aproveitá-la de maneira diferente, procurando e dando sempre o melhor de mim.
Acho que esse blog vai sofrer um abandono...O fotolog continua na ativa: www.fotolog.net/mariasamara
"...Apenas deite-se
E deixe suas preocupações dormirem
Não pense agora... " (Never let go - Hanson)
postado
por: * Samara*
5:35 AM O
que você me diz?
| Sexta-feira, Março 04, 2005
Volta às aulas...
Os professores:
Uma escreve um livro e encontra a melhor forma de vendê-lo: o tornando obrigatório na disciplina que ela ministra. Tacada de gênio! Mas eu é que não quero gastar meu pobre dinheirinho comprando o tal livro.
Outra passa uma resenha de um livro sobre o assunto principal da disciplina que tenha sido lançado de 2003 pra cá. Detalhe: o livro tem que ser diferente para cada um dos 25 alunos.
Outro, logo no primeiro dia de aula passa uma tarefinha de casa de 10 questões. Eu acordei 5h da manhã pra poder fazê-la, ainda saí de casa munida de tesoura, cola e revistas para outra atividade valendo ponto em classe. Só faltou a lancheira e as canetinhas, para eu me senti totalmente na pré-escola. 8h30 da manhã e nada do professor. Meu amigo mais cara de pau ligou pra casa dele e adivinhem? Estava dormido!
A faculdade:
Está pintada, claro na mesma cor amarelo quase bebê de toda instituição publica de ensino (deve ser padrão). Sumiram com os murais de um dos corredores, deve ter sido tirados durante a pintura, e se esqueceram de devolver. Fecharam duas das três entradas que davam para o CH2, a que sobrou foi reformada e uma nova regra foi implantada no CH2: Só os professores e servidores podem usar o estacionamento. Tá, eu não tenho carro e nem sei dirigir, mas me compadeço dos meus colegas e possíveis caronas.
Os alunos:
Os que ainda resistem, vão bem. As maiores mudanças foram nos cabelos. As aulas de manhã acabaram com os nossos pequenos prazeres, tais como: Cinema no shopping Benfica; Sorvete no Castelinho; Lanche na pracinha da Gentilândia; Idas ao CAEN; Idas ao shopping só pra jogar conversa fora na praça de alimentação, etc. Além do que nos separaram totalmente do jornalismo (querem dividi para conquistar!). Pelo menos a Raquel e a Andressa fazem com a gente Psicologia aplicada a Publicidade (Elas são loucas?!).
O concurso:
Esse merece um tópico especial pela dificuldade que foi a inscrição. Ficamos sabendo de última hora e o primeiro passo foi consegui todos os documentos necessários, o que nos fez gastar um bom dinheiro e tempo na Yellow (uma loja que é uma mistura de gráfica com cyber). Ok, tudo certo! Pelo menos era o que nós achamos. Para maiores esclarecimentos, porque estávamos totalmente por fora dos próximos passos, eu, Gabi, Zé e Suzana (essa última estava totalmente de gaiata na história, queria mesmo era ir almoçar na Gabi) fomos atrás do Daniel (o Fonfas) lá na Rádio Universitária (mesmo depois de formado ele não consegue se distanciar daquela faculdade). Aí ele nos informa que além dos documentos que já tínhamos (atestado de matricula, histórico, inscrição e declaração do anexo III do edital), ainda faltava o anexo II do edital. Fomos até a coordenação, mas adivinhem? Estavam em reunião. Partimos, então, para o departamento, e devido a influencia do Daniel a gente conseguiu acessar a Internet e imprimir a tal declaração. A nossa coordenadora tinha que assinar, então, após a reunião fomos lá e ela disse que já estava de saída e as informações que ela nos deu eram muito vagas. Resumido, depois de uns telefonemas: a gente mesmo que teve que enviar o fax e os documentos. Como o departamento aquela hora já havia fechado pro almoço, a gente foi ao correio mais próximo e mandamos o s documentos por carta registrada e os fax lá pra Minas Gerais. Resultado: uma conta de mais de 15 reais. A gente já tinha gastado quase todo o dinheiro que tínhamos na Yellow. Nem sei mais quem está devendo a quem, só sei que entre uma moeda e outra conseguimos pagar a conta. O desespero era tanto que a Gabi queria tirar abrir o envelope e tirar algum documento de menos importância. E o pior: ainda nem temos certeza que seremos escritos.
postado
por: * Samara*
3:54 PM O
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